sexta-feira, 13 de abril de 2018

4.ª Conferência: Revisitar a Revolução: ecos literários da “semana dos prodígios”, Ana Isabel Queiroz


Revisitar a Revolução: ecos literários da “semana dos prodígios”
Ana Isabel Queiroz (IHC, NOVA-FCSH)


Resumo CV: Ana Isabel Queiroz é doutorada em Arquitetura Paisagista (FCUP), mestre em Etologia (ISPA, Lisboa) e licenciada em Biologia (FCUL). Desde 2009, é investigadora contratada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas através de programas financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia: Investigador Ciência (2009-2013) e Investigador FCT (2013-2019). Nos últimos anos, publicou vários livros, capítulos de livros e artigos científicos em revistas nacionais e internacionais sobre temas de Humanidades Ambientais e Humanidades Digitais. Foi coordenadora do projecto “LITESCAPE.PT – Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental” — Acolhido pelo IELT (FCSH-UNL) e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Mais informação aqui.


Resumo: A Literatura tem-se revelado um repositório de memórias e, enquanto tal, uma fonte de informação sobre factos, ideias, valores e atitudes relacionadas com os eventos do passado. Neste contexto, o projecto LITESCAPE.PT – Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental tem enquadrado diversos trabalhos de investigação onde se exploram as alterações dos elementos naturais e culturais, desde o Romantismo até à actualidade. A partir de 23 obras de ficção publicadas entre 1976 e 2013, estudam-se agora as representações literárias dos eventos revolucionários ocorridos entre a noite de 24 de Abril e o 1 Maio de 1974, período que a Literatura designou como “semana dos prodígios”. Os textos são submetidos a uma análise de conteúdo baseada em 7 categorias fixas e independentes, que permitem identificar quais e como são representadas as ocorrências, as instituições, as mensagens, as figuras públicas, os meios de comunicação, os ícones e a emotividade associada aos eventos. Uma abordagem espacial do mesmo corpus literário possibilita ainda definir a geografia literária das ações militares mais emblemáticas e das manifestações populares que ocorreram em Lisboa e arredores durante o mesmo período. Esta geografia literária e a cartografia dos eventos históricos são comparadas, explorando-se os conceitos de memória colectiva e lugar de memória. O tratamento dos dados e a visualização dos resultados da análise privilegia os métodos padronizados e quantitativos, incluindo estatísticas básicas e sistemas de informação geográfica.


Artigo de referência (sobre o mesmo tema): http://www.jsse.org/index.php/jsse/article/view/1351/1491
 


sexta-feira, 23 de março de 2018

4.ª Conferência: Revisitar a Revolução: ecos literários da "Semana dos Prodígios", por Ana Isabel Queiroz

No próximo dia 24 de Abril (terça-feira), em vésperas da celebração do feriado da liberdade, recebemos a Investigadora Ana Isabel Queiroz (IHC, NOVA-FCSH) no Palácio Pimenta para unir os pontos entre a literatura portuguesa, a revolução e a cidade de Lisboa.
Será decerto uma belíssima viagem!

Alfredo da Cunha, 25 de Abril de 1974, Arquivo Municipal de Lisboa

terça-feira, 6 de março de 2018

Próximas conferências

24 de Abril - Ana Isabel Queiroz e Daniel Alves (IHC/NOVA-FCSH), Revisitar a Revolução: Ecos literários da "Semana dos Prodígios".

30 de Maio - Raquel Fernandes David (IHA-FLUL e CIDEHEUS), A Acção Cultural e Mecenática de Fausto de Queirós Guedes (1837-1898).

27 de Junho - Licínia Rodrigues Ferreira (CET - FLUL), Da ópera à revista: o teatro em Lisboa nos séculos XVIII e XIX

segunda-feira, 5 de março de 2018

3.ª Conferência: "O Gosto Público que sustenta o Teatro: Pessoas, espaços e repertórios na Lisboa de Oitocentos" por Guilherme Filipe


No próximo dia 19 de Março, segunda-feira, contaremos com o investigador e actor Guilherme Filipe (CET-UL) para nos falar sobre "O Gosto Público que sustenta o Teatro: Pessoas, espaços e repertórios na Lisboa de Oitocentos".

Às 18h, no Palácio Pimenta, contamos com a sua presença.
  

Resumo da conferência: Análise panorâmica das condições criadoras do “mercado factício” garrettiano, e da elevação do género teatral ao estatuto de veículo demopédico de ilustração e entretenimento, entre a esfera dos teatros públicos e a semiprivada dos particulares, cujas interatividade dinamizou a produção dramática, a realização do espetáculo, e desenvolveu o espírito crítico da receção estética e da ilustração popular.

Guilherme Filipe
Actor, encenador, professor e investigador. Formado em Filologia Germânica (FLUL) e em Representação/ Encenação (ESTC/IPL), foi durante vários anos professor das disciplinas de inglês e alemão, no ensino secundário. Em regime de destacamento, trabalhou, no Ministério da Educação, em programas de formação pedagógica aplicada ao ensino das línguas vivas (English Teaching Group, 1976-79), e ao desenvolvimento de práticas multidisciplinares na criação de um modelo de aprendizagem curricular de pensamento abrangente (Grupo de Comunicação e Teatro, 1980-85).
Tem desenvolvido trabalho profissional como ator, em teatro, cinema e televisão. Em 1986, fundou a companhia de teatro Persona – Teatro de Comédia, com o objetivo de investigar e produzir dramaturgia portuguesa, tendo estreado, em absoluto, autores como Augusto Abelaira (Anfitriões), António Pedro (Desimaginação) ou Miguel Rovisco (Circo dos desenganos), entre outros, e criado versões de autos vicentinos (Auto da Índia e d’outras andanças e Lusitânia), em colaboração com os serviços educativos do Mosteiro dos Jerónimos e, em itinerância, com os pelouros da cultura de diversas autarquias, através dos programas do Ministério da Cultura.
A partir de 2003, dedicou-se aos Estudos de Teatro, tendo obtido o grau de Mestre, pela FLUL, com a dissertação Percursos itinerantes: A companhia de Rafael de Oliveira (Artistas Associados) e o grau de Doutor, com a tese O Gosto Público que sustenta o Teatro: Subsídios para o estudo da vulgarização do pensamento teatral oitocentista em Portugal. Investigador do Centro de Estudos de Teatro (FLUL), desde 2008, na área de documentação teatral, lecionou os seminários de História do Teatro em Portugal e de Análise do texto dramático. Em 2014, integrou o projeto Vida Cultural em Cidades de Província. Espaço público, sociabilidades e representações (1840 – 1926), do Centro de Estudos Geográficos (FLUL). Atualmente integra o projeto editorial de Cultura e Prática Teatral Luso-Brasileira, do CET/FLUL e da Universidade Federal do Paraná (UFP/Brasil), e o projeto Teatro proibido e censurado no século XIX, em Portugal (CET/FLUL). É docente do Curso Profissional de Interpretação, na Associação Canto Firme (Conservatório regional de Tomar) e na NB Academia, regendo as cadeiras de História da Cultura e das Artes e de Dramaturgia.
Tem publicado ensaios e artigos sobre as práticas de teatro e seus agentes, de que se destacam:
“Actores errantes de Oitocentos”, Sinais de Cena, 2009.
“O Paradoxo de Fialho: uma ‘radiografia’ ao teatro finissecular”, comunicação ao Congresso Internacional Portugal no tempo de Fialho de Almeida, 2011.
“Considerações sobre uma ideia de teatro popular”, in David Casimiro, Auto da Criação do Mundo ou Princípio do Mundo, 2012.
“Memoráveis actores”, in Maria João Brilhante (org.), Sete olhares sobre o teatro da Nação, 2014.
“A subtil preservação da memória”, revista CACAO, 2015.
“A vertigem da consciência ou o teatro no teatro em alguns exemplos portugueses”, 2017 (Academia.edu).


sexta-feira, 2 de março de 2018

"A sátira e a cidade" por Paulo Jorge Fernandes (IHC/FCSH-UNL)

Como é habitual, deixamos aqui o registo fotográfico da conferência do passado dia 28 de Fevereiro, "A sátira e a cidade: Lisboa nos jornais de caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro (1879-1891)", pelo investigador Paulo Jorge Fernandes (IHC/FCSH-UNL). Agradecemos muito ao público entusiasta e o acolhimento sempre fantástico do Palácio Pimenta - Museu Lisboa.
A próxima conferência será já no dia 19 de Março!